Ministro alemão diz que segunda onda é perigo real mas evitável

Jens Spahn apela para que país se mantenha alerta, apesar do número relativamente baixo de infecções de covid-19 na Alemanha, ressaltando a importância de medidas de distanciamento e máscaras mesmo em viagens de férias.

Público em uma partida de tênis em Berlim, em 2020 Hannibal Hanschke/Reuters O ministro alemão da Saúde, Jens Spahn, alertou nesta segunda-feira (13) os cidadãos do país para se manterem vigilantes, apesar do número relativamente baixo de casos de covid-19.

"O perigo de uma segunda onda é real", afirmou durante entrevista coletiva em Berlim. Governo alemão aprova primeiro plano nacional para igualdade de gênero Lothar Wieler, presidente do Instituto Robert Koch (RKI) para controle e prevenção de doenças infecciosas, também alertou que a pandemia "ainda não acabou" e que há mais casos no mundo do que nunca. Segundo o RKI, quase 199 mil infecções foram registradas na Alemanha desde o início da pandemia, com 9.071 óbitos por covid-19.

O número de novos casos vem se mantendo relativamente baixo. Spahn ressaltou que esse é um progresso "gratificante", mas "não devemos nos sentir numa falsa segurança", sublinhando que surtos locais e regionais de coronavírus têm mostrado repetidamente a facilidade com que o vírus pode se espalhar sob certas condições. Ele e o presidente do RKI pediram à população que continue a seguir as regras de higiene e distanciamento e use máscara de proteção, sempre que necessário: "Não temos que automaticamente esperar uma segunda onda no outono ou no inverno.

Podemos prevenir isso juntos enquanto sociedade, como fizemos antes", frisou Spahn. França e Alemanha anunciam fundo de R$ 3 trilhões para aliviar efeitos da Covid-19 O ministro ressaltou a necessidade de estar vigilante, especialmente durante as férias de verão, e se disse preocupado com imagens de um vídeo divulgado neste fim de semana, mostrando alemães festejando e ignorando regras de distanciamento social na ilha espanhola de Maiorca. É importante continuar alertas mesmo durante em viagens ao exterior, ressaltou: "Entendo a impaciência, mas onde há festas, o risco de infecção é particularmente alto."
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