MP vai instaurar inquérito para apurar nova suspensão do transporte coletivo em Mococa

Em maio, Justiça havia determinado o restabelecimento da circulação dos ônibus, mas, sem pagamento pela prefeitura, serviço foi paralisado novamente na sexta-feira (26).

Somente uma linha do transporte urbano está funcionando em Mococa Reprodução EPTV O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) vai instaurar um procedimento para a apuração das razões que levaram a nova suspensão do transporte coletivo de Mococa (SP), com o objetivo de garantir o serviço à população.

É a segunda vez que o transporte é paralisado este ano, segundo a empresa Montano Express, devido à falta de pagamento do valor referente ao uso do transporte por idosos e deficientes pela prefeitura.

O prefeito Elias de Sisto (DEM), por sua vez, diz que a empresa está cobrando um valor acima do combinado.

“Nós estamos com um impasse junto à empresa que é de ordem jurídica e financeira.

Nós estávamos pagando mensalmente R$ 18 mil entre o pagamento dos idosos e dos deficientes.

Entretanto a empresa nos apresentou por escrito um valor de R$ 137 mil, é quase que dez vezes mais”, afirmou. O prefeito de Mococa, Elias de Sisto (DEM) Divulgação/Prefeitura de Mococa Ele colocou ônibus escolares para fazer o transporte para os distritos Igaraí e São Benedito, com a tarifa de R$ 3, a mesma que era cobrada pela Montano.

“Todo final do dia é feita uma guia na tesouraria e é depositado esse dinheiro na conta da prefeitura até que o transporte seja normalizado”, disse o prefeito.

Decisão judicial Em 19 de maio, a Justiça de Mococa decidiu, em resposta a uma ação civil pública ingressada pelo MP, que a prefeitura tinha cinco dias para restabelecer o transporte público, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.

Segundo a empresa Montano, o prefeito fez um acordo para o restabelecimento transporte, mas pagou notas referentes a março e abril apenas. Prefeitura de Mococa está usando ônibus escolares para o transporte coletivo de passageiros para distritos do município Reprodução “Ele chamou a gente para uma reunião, junto com o jurídico da prefeitura e ficou acordado que ele ia dar um valor para gente retomar o serviço e congelar a multa.

Nesse mês, ele deveria começar a pagar o valor total que fosse do transporte mais os atrasados, só que ele não pagou.

A gente está parado porque ele não tem de onde tirar recurso.

A catraca não arrecada, porque por causa da pandemia está muito pouco [o movimento], e o alto número de idoso e deficiente não pagante que a prefeitura tem que pagar torna não viável o transporte”, afirmou o gerente da empresa, Hamilton Sebastião Pirani Virgilio.

Ele disse ainda que o prefeito não deu mais retorno.

“Ele não nos procurou mais, só mandou uma notificação para voltarmos a trabalhar, mas não tem como.

Agora ele está usando o ônibus escolar como transporte, está cobrando, está uma bagunça”, afirmou Virgílio que apresentou nova denúncia ao MP. Segundo a assessoria de imprensa do MP, em razão dos novos fatos, foi protocolado junto ao Poder Judiciário novo pedido de ação para o restabelecimento do transporte e apuração das medidas tomadas pela prefeitura, em caráter de urgência.

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